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SOBRE ASTROLOGIA
por Márcia Ferreira
A astrologia, através da interpretação de mapas, vai revelar o
nosso potencial em termos de personalidade, c/ as facilidades e
dificuldades. Conhecendo-as, podemos agir sobre elas: tentando vencer as
dificuldades e tendo consciencia das facilidades p/ melhor aproveitá-las.
O mapa revela a semente em potencial. Assim como Jung coloca
qdo. se refere ao processo de individuação: individuação é “tornar-se
si-mesmo”. O indivíduo deverá tornar-se o que estava predestinado a ser
desde o início.
Usando uma imagem: a semente de uma laranja só poderá se desenvolver
tornando-se ela mesma. Ela só pode tornar-se uma laranja e não abacate, por
ex.
E uma outra citação dele mesmo ( do jung ): “ livre-arbítrio é
fazer de boa vontade o que é para ser feito”.
Portanto, é isso o que a interpretação de um mapa vai revelar:
o que viemos fazer aqui, nessa vida. É esse script de vida.
Como aprendizado, astrologia é um estudo apaixonante e
envolvente, com um volume de informação considerável.
Deve-se entender a astrologia como uma ciencia ou filosofia
que serve como uma ferramenta de auto-conhecimento, e não como uma
adivinhação.
A astrologia mostra a co-relação que existe entre o macrocosmo
e o microcosmo, a unicidade que existe entre ambos. Parte do seguinte
preceito: assim em cima como em baixo.
Pode-se dizer que é uma ciencia hermética, e não uma ciencia
cartesiana, de causa e efeito.
Se formos fazer uma divisão da ciencia através dos tempos,
poderíamos fazer uma divisão em 03 grandes eras, e de uma maneira bastante
resumida poder-se-ia dizer que:
A 1ª era poderíamos chamar de era aristotélica , dominada por
aristóteles: nessa época não havia fragmentação do conhecimento, tudo fazia
parte de um só conhecimento. Física e metafísica eram uma coisa só. Havia
um pensamento holístico.
Na 2ª era , c/ o advento da revolução científica, houve uma
mudança na maneira de pensar. O pensamento dominante passou a ser o
racional, mecanicista e cartesiano de causa e efeito. Passou-se a tirar as
coisas do contexto natural e isolá-las para serem analisadas em
laboratórios, quebrando o todo em partes. O que passou a importar era
sómente o empírico, o que se pudesse provar.
Nesta época a astrologia foi perseguida e caiu em descrédito, sendo somente
estudada de uma forma oculta, marginal à sociedade.
Podemos dizer que neste momento da humanidade nos encontramos
na 3ª era, na era da ciencia pós-moderna.
Alguns questionamentos se colocaram e alguns pensadores contribuíram para a
mudança de paradigmas.
seja a física quantica dizendo que a matéria se quebra em
minúsculas partículas , até algo que não é mais matéria e que cada
partícula contém o todo dentro de si. Cd. micro-partícula trazendo a
informação do todo.
Seja a teoria de david bohm de que por trás da ordem explícita
existe uma ordem implícita. A realidade inteira estaria na ordem implícita
e a explícita apenas uma parte ínfima deste todo maior implícito.
Ou ainda a teoria do intelligent design de que há algo, uma
inteligencia maior por trás de tudo e influenciando tudo.
Seja tb. Rudolph Steiner dizendo que tudo no mundo material é
uma manifestação do mundo imaterial, sendo o mundo material uma pequena
parte de um todo imaterial muito maior. E assim por diante...
Não se trata de negar toda a contribuição da ciencia até aqui,
mas sim de acrescentar algo além disso. Não se trata somente de matéria e
energia, mas de matéria, energia e significado.
E para completar e se aproximando do nosso caso em questão,
Jung com sua teoria dos arquétipos, que seriam o agrupamento de elementos
psíquicos em símbolos.
Haveria algo além da mutação genética, coisas como arquétipos
trazendo informações, informações de conteúdo psíquico. Já nascemos com
essas informações. Não é só a herança genética, físicamente falando.
A astrologia não se encaixa numa compreensão empírica, de
causa e efeito, e sim, em todo esse outro paradigma de pensamento. Todas
essas teorias do que podemos chamar de era pós-moderna são congruentes com
astrologia.
A astrologia se utiliza de uma linguagem simbólica,
arquetípica, sendo que na leitura astrológica estes símbolos arquetípicos
aparecem como planetas, signos e etc...
Por esta razão o C.E.A.P. utilizou o nome astrologia
psicológica, utilizando-se desta visão , desta abordagem em relação à
interpretação do mapa natal: como um conjunto de símbolos arquetípicos,
sendo o astrólogo um intérprete destes símbolos.
Tal designação “ psicológica” serve para delinear a proposta
de trabalho e de estudos do c.e.a.p., pois assim como em muitas áreas do
conhecimento humano, existem diversas linhas, ou seja, diversas formas de
se encarar o objeto de estudo.
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