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C.E.A.P.
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PUBLICAÇÃO NO JORNAL O LEGADO EM JULHO/2006 E
NA REVISTA OLHAR ALÉM EM AGOSTO/2006
por Márcia Ferreira
Quando usamos a palavra ASTROLOGIA, freqüentemente o que
vem na mente das pessoas é o horóscopo de jornal ou revistas, o que
encontramos nas bancas. Estes veículos estão trazendo para o conhecimento
popular a Astrologia Solar que é a astrologia que considera a mesma previsão
para todos os nascidos no mesmo mês, portanto sob o mesmo signo solar, e que
tem justamente uma função mais preditiva, ou seja, a de falar sobre as
tendências para o futuro, para o próximo mês ou próximo dia. Em absoluto
tiramos o mérito deste trabalho, pois para formular tais colocações é
necessário também muito estudo e trabalho.
Porém, neste momento, estamos tratando de outra Astrologia, a que vai
analisar cada pessoa individualmente, e em relação a qual também existe um
outro equívoco freqüente de compreensão, o equívoco em relação a como
entender esse objeto de estudo, que é a astrologia: A Astrologia não é uma
ciência cartesiana, de causa e efeito. Portanto, não se utiliza de um
raciocínio tal como: "porque determinado planeta lançou um raio,
determinada coisa aconteceu aqui na terra". E sim utiliza-se de um
raciocínio baseado em analogias. Parte de seguinte analogia: "Assim em
cima como embaixo", ou seja, mostra a correlação que existe entre o que
esta indicado no céu e a personalidade em potencial o microcosmo em
unidade com o macrocosmo. Partilha do pensamento que vigora hoje na
física quântica de que cada micro-partícula traz a informação do todo.
Portanto, o microcosmo trazendo a informação do macrocosmo.
O mapa natal é traçado para o momento exato que a pessoa nasce e
da maneira como o entendemos é um script da vida, uma proposta de uma tarefa
a ser cumprida nesta vida.
Portanto, deve-se entender a Astrologia como uma ciência ou filosofia
que serve como uma ferramenta de auto-conhecimento, e não como uma
ciência de adivinhação.
Neste sentido, a Astrologia se mostra extremamente útil numa atuação em
conjunto com outras abordagens, onde se trabalhe com a personalidade, onde se
busque revelar a alma humana. A leitura do mapa traz revelações
importantíssimas, ou seja, insights, contribuindo assim, em paralelo, com
outras abordagens que estejam buscando a mesma finalidade.
A designação de nome Astrologia Psicológica serve para delinear
nossa proposta de estudos e de trabalho, pois assim como em muitas áreas do
conhecimento humano, existem diversas 'linhas', ou seja, diversas formas de
se encarar e de se trabalhar o objeto de estudo.
Para nossa abordagem de Astrologia Psicológica entendemos o Mapa
Natal como o traçado de um psicodiagnóstico da personalidade, sendo o mapa um
conjunto de símbolos arquetípicos e o astrólogo um intérprete
destes símbolos. Símbolos arquetípicos seriam o agrupamento de elementos
psíquicos em símbolos, os quais na leitura astrológica aparecem como
planetas, signos, etc...
O Mapa Natal mostra o todo de nossa personalidade, coisas que estão
inconscientes - o que Jung denominou SELF, e que portanto cabe a nós
torná-las conscientes para que possamos estar em harmonia, pois se
inconscientes e desconhecidas, serão partes de nós mesmos que se traduzirão
em conflitos, projeções e sintomas.
Esta é a grande contribuição da Astrologia: proporcionar esse
auto-conhecimento, trazer à luz essas partes inconscientes.
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